Os brasileiros gastaram 11,4 bilhões de dólares nos EUA em 2016, e as cidades mais visitadas foram, respectivamente, Orlando, Miami e Nova York

 

As compras e as praias de Miami e a diversão dos parques temáticos em Orlando são as atrações preferidas dos brasileiros que visitam os Estados Unidos, mas a Flórida quer que o turista nacional explore mais o estado e conheça outras atrações. A missão de Ken Lawson, CEO do Visit Florida é fazer com que o brasileiro descubra Naples, na costa sudoeste, que tem a melhor qualidade de vida do país, a região de St. Petersburg e Clearwater, conhecidas pelas belas praias e o Museu Salvador Dalí, além de Crystal River, que atrai visitantes para o nado com peixes-boi. O Visit Florida é a empresa oficial de marketing turístico do estado americano.

No cargo há um ano e quatro meses, Lawson esteve pela primeira vez no Brasil para participar da WTM-LA (World Travel Marketing Latin America), principal feira de turismo internacional no Brasil. “Nunca tinha vindo ao Brasil antes, mas me senti em casa, porque as pessoas são receptivas, amigáveis, o clima é bom. Eu acho que os brasileiros se sentem da mesma forma quando vão à Flórida. Somos abertos e acolhedores, existe um intercâmbio cultural comum entre os dois lugares”, afirma.

Enquanto os EUA como um todo amargam um declínio nos visitantes internacionais desde 2016, a Flórida viu este número crescer: em 2017, foram 116,5 milhões de turistas estrangeiros, um aumento de 3,6% em relação ao ano anterior. E os brasileiros são uma parcela importante – nada menos do que o terceiro país no ranking de emissores de turistas internacionais, atrás apenas de Canadá e Reino Unido. No último ano, 993 milhões de brasileiros visitaram o destino. A expectativa é o volume aumente em 2018, principalmente devido à retomada de voos diretos.

Atualmente, 136 voos semanais ligam o Brasil ao Estado Ensolarado, como é conhecido, partindo de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Belém e Curitiba para Orlando, Miami e Fort Lauderdale. Até o fim do ano, mais 40 voos são previstos pelas companhias Avianca, Azul, Gol e Latam. A retomada da economia e a estabilidade do câmbio são os principais fatores para a expansão da conectividade aérea.

“Independentemente de a economia brasileira estar em alta ou em baixa, os brasileiros viajam para a Flórida, eles são fiéis.  E gastam muito dinheiro, fazem compras, vão para as atrações e restaurantes, têm uma importância econômica enorme para a Flórida”, diz Lawson.

Turismo é principal indústria do estado

Segundo o Brand USA, empresa de marketing turístico para os EUA, os brasileiros gastaram 11,4 bilhões de dólares nos EUA em 2016, e as cidades mais visitadas foram, respectivamente, Orlando, Miami e Nova York. Na Flórida, o gasto médio do brasileiro, por viagem, é de 1.741 dólares. A média de permanência é de 10,3 dias. O turismo é a indústria número 1 do Estado e gera 1,4 milhão de empregos.

Para atrair visitantes para outras regiões, o Visit Florida está redefinindo sua estratégia de marketing e priorizando investimentos nos principais mercados internacionais emissores de turistas – caso do Brasil. Com uma verba de 76 milhões de dólares do governo, cerca de 11 milhões de dólares são dedicados à promoção internacional. O valor gasto no Brasil não é divulgado.

“Grande parte disso vem para o Brasil e pretendo aumentar esse investimento. Treinamos operadoras de turismo e agentes de viagens para ensinar sobre outros destinos na Flórida”, diz o CEO do Visit Florida. “A minha meta é que toda a população do Brasil visite a Flórida. Temos atrações para todos os tipos de turistas: lugares românicos para casais, atrações para família, vida noturna para solteiros, esportes, aventura.”

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